• 19May
    Categories: Guests Comments: 2

    jotawagner_home
    Jota Wagner dj/produtor da crew Colors nos concede uma entrevista exclusiva além de um mix cabuloso gravado ao vivo no Vegas Club em São Paulo. Confira porque Jota, é um dos principais djs/produtores da house music no Brasil.

    Guests 006 – Mix Tape (House Music) – DJ Jota Wagner

    Tracklisting:
    Zip Jumper (Bon Johnson Zip Your Lip Mix) – Formidable Force – Eight Tracks
    Carbonite – Jay Tripwire – Nordic Traxx
    Acid house – Jon Silva – Pesto
    Dust – Agoria
    Da Bomb (These Sounds Fall Into My Mind) – Kenny Dope – Positiva
    Back Chat – Inland Knights
    94 – Pete Da Feet – Lost My Dog
    My Sinthetyzer Wont Behave (Luke Solomon Dark Mix) – George Contraine
    Unknown – Honey Clows
    Afro Jacker – Machines Don´t Care
    Is That My Wig? – Asad Rizvi – Wrong
    Never Be Wrong – Milton Jackson – Dark Energy

    AUDIOICON
    (para ouvir o set mixado clique em audio para abrir o player)
    para baixar o set mixado clicar em audio, logo após irá abrir a opção download, com o botão direito do mouse selecione a opção, salvar como

    Interview:
    jotawagner2
    Jota Wagner, em primeiro lugar é um prazer para o CIGANO.ORG estar lhe entrevistando e saber um pouco mais sobre sua carreira….
    Eu é que agradeço pela oportunidade.

    Além das gigs como DJ, conte para nós o que você vem fazendo atualmente, quais são seus projetos em andamento e suas expectativas futuras ?
    Durante o dia eu passo meu tempo dentro do estúdio produzindo minhas faixas ou tocando meu selo, o Lunatic Jazz Records ( www.lunaticjazz.com ). Estas duas atividades tem sido minhas prioridades desde o final de 2007. No caso da produção, é um desenvolvimento constante. A cada dia sentado no estudo, um resultado melhor é obtido. Atualmente porém, boa parte da minha energia tem sido na divulgação do meu novo projeto, o Colors Sound System. Trata-se de um show de decks & effects a quatro mãos onde levamos a música e a vibração da Colors para outros lugares. Estamos também trabalhando nas comemorações de aniversário da Colors, que rolam em agosto.

    Comente um pouco mais sobre o núcleo COLORS, o foco na house music sempre existiu desde o começo ?
    Sim. A Colors nasceu em 2001 como uma festa de house. Vimos diversas tendências chegar e ir embora nestes oito anos de vida e sempre nos mantivemos house não por respeito ao passado, mas porque amamos este estilo de música e a vibração única que ele traz a uma pista de dança. Começamos como uma noite semanal num pequeno bar em São Paulo, depois migramos para outros lugares, produzimos festas em diversos formatos até chegarmos no Vegas em setembro de 2007, quando fechamos uma parceria com o clube numa residência mensal. Além disso, fizemos edições da festa em diversas cidades do país, além de uma turnê européia em 2007.

    Quais as principais diferenças de tocar na Europa e no Brasil ? Público, Promoters, Cachê, Clubs…
    A diferença maior fica por conta do profissionalismo no cenário independente. Lá, donos de clubes e promoters conhecem a música que contratam, sabem reconhecer se um dj set é bom ,se é inovador e bem feito diferentemente do Brasil onde os managers delegam esta curadoria aos djs residentes. Se o residente em questão ama a música e é talentoso, consegue imprimir uma alma à sua noite e seu line up. Se ele não tem este talento, transforma sua pista num mero escambo de datas com outros djs sacrificando quem trabalha focado na música e não no ‘networking’.
    Em relação ao público, como só toquei em festas de house underground lá fora, dá pra dizer que é quase a mesma coisa se analizarmos de uma forma meio holística. Todas as pistas tem os mesmos tipos, os mesmos sorrisos, gente buscando a mesma coisa. O ritual house é o mesmo em todos os lugares, com pequenas diferenças culturais. Na Europa por exemplo, o público valoriza mais o artista que ele gosta do que o brasileiro, que por mais que se divirta numa noite, as vezes nem procura saber quem estava tocando.

    O que você acha de novas tendências na música eletrônica como Fidget House, Maximal, etc. ?
    Conforme você vai ficando mais experiente, vai aprendendo a lidar com estas tendências que vêm e vâo em menos de um ano. Já ví muita coisa em quinze anos… febre hard techno, minimal, maximal, french house, blog house e outros inúmeros nomes que na verdade não servem pra nada, exceto hypar jornalistas, muito mais do que músicos. O que eu posso dizer é que uma coisa nunca muda:  a grande maioria dos lançamentos em todos os gêneros músicais são ruins e uma pequena parte é realmente boa. Toquei umas faixas do chamado ‘fidget’ house bem legais e nem sabia que eram ‘fidget’ house, por exemplo.  Pra mim é só house… house bom e house ruim, pessoalmente falando.

    Quais produtores e djs vem lhe chamando a atenção ultimamente ?
    Minha resposta para esta pergunta vai ter de ser meio suspeita. Como estou tocando o meu selo, tudo o que eu acho bom eu tento puxar para dentro Lunatic Jazz. A turma do Jamanta Crew está cada vez melhor. Consegui acertar um EP do Luiz Paretto (Coringa) estes dias porque tenho gostado bastante das faixas que tenho ouvido dele… ainda nem escolhemos quais são, mas já marquei de sentar no estúdio dele pra definirmos… Rafael Accorsi e Anhanguera são ótimos…tem mais gente legal também, mas não vou lembrar agora…

    Atualmente vejo a cidade de São Paulo bem inserida no cenário mundial da música eletrônica com bons djs, produtoresalém dos nossos clubs como D-Edge estarem entre os melhores do mundo. Você acredita que São Paulo tem esse potencial todo ?
    O D-Edge e o Vegas são exemplos que devem ser seguidos por qualquer um que quer abrir um clube no Brasil. Eles são tecnicamente perfeitos na equação de tamanho, público, conceito musical sólido sem esquecer das novas tendêndias. A eles você soma outros clubes que são importantíssimos para a cidade como A Lôca, Pachá, The Week, Lov.e (que pelo jeito já já reabre) e vários outros que tem line ups bacanas em algumas noites. Isso faz de São Paulo uma das melhores cidades no mundo para sair pra dançar. Ainda falta muito claro… principalmente em relação à montagem dos line ups de uma forma mais artística, mais profissional e menos na base da amizade. Mas isso, como já disse anteriormente tambem, depende do público reconhecer e, principalmente, acompanhar a carreira dos djs que eles acham bons. Sem reconhecimento do público não existe desenvolvimento na carreira de um artista.

    É possível a música eletrônica alcançar um patamar maior no Brasil ? Com programas na TV, rádios, ou seja se tornar mais popular ?
    Eu acho que está cultura já atingiu o patamar de popular… as vezes não percebemos.  A figura do DJ está  em todos os lugares, a estrutura da música eletrônica já é entendida pelas pessoas mesmo fora das grandes cidades… Vemos DJs tocando até em ‘festas do peão’, no carnaval de Salvador e tem raves de psy lotadas em qualquer canto do Brasil. A falta de mídia acho que é um problema cultural… de todos os tipos de arte mesmo… Tem pouco espaço pra muita música talvez…

    Gostariamos de nos despedir lhe desejando sucesso em sua carreira, e de quebra pode nos dizer quais são as tracks top 10 do seu case no mês de Maio/2009
    Valeu ao cigano.org e espero estarmos sempre juntos! Meu chart de maio é:

    Goddess of Groove (Q-Burns Abstract Message Remix) – Rob Slac
    Strip Her Down – Patrick Turner
    Don´t You Wish (Nick Dare Remix) – Bernard Jones
    Shake It – Daniel Kyo
    Sing the Same Sing – Colors Sound System – Conya Records
    Brain Funk (Hector Moralez Mix) – D-T3ch
    Blind Visions – Tarek – Conya Records
    You Make It Strong – Seroton
    Dema – Jay Tripwire – Grooveland Music
    Burnin Dub – 2000 and One

    Jota Wagner
    www.jotawagner.com
    www.acolors.net



    Similar Posts:

2 Responses

WP_Floristica

Leave a Comment

Please note: Comment moderation is enabled and may delay your comment. There is no need to resubmit your comment.