• 13Jun
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    O CIGANO GUEST 015 chega com um bate papo super legal com Bruno (aka Bliquid), além da conversa Bliquid gravou com exclusividade um mixtape de drum n bass com muita qualidade além de ser pra lá de dançante!
    Guests 015 – DJ Bliquid – gravado em Junho/2011

    Tracklisting:
    1 – Greenfly – G-Funk
    2 – John B – Jazz Sessions II
    3 – Clart & MSDOS – Obstacles
    4 – High Contrast – So Confused
    5 – Stress Level & TC1 – Deeper Love
    6 – Eskobar – Return To 125 ST
    7 – TheEgo feat. Loretto – No Freak On Me
    8 – Hold Tight – Mr. Brown


    (para ouvir o set mixado clique em audio para abrir o player)
    Para baixar o set mixado clicar em audio, logo após irá abrir a opção download, com o botão direito do mouse selecione a opção, salvar como.

    Interview:

    CIGANO.ORG) Bliquid em primeiro lugar é um prazer termos você no Guests 015 na nossa sessão do site http://www.cigano.org/category/guests/
    Eu que agradeço e fico honrado pelo convite.

    CIGANO.ORG) Pra quem não te conhece como foi seu início como DJ, quem te influenciou, e quais festas marcaram seu início como DJ?
    O início como DJ foi em meados de 1996 bem na época do SENAI (estou velho, rs!) e foi engraçado que, tive uns colegas de sala que falavam das músicas na ocasião: Garage, Tribal House, Techno, Techouse, Trip-Hop, Jungle e uma vez, fui convidado para conhecer uma matinê da lendária OVERNIGHT. Após isso, a minha vontade de comprar o material (discos) despertou. E esse mesmo colega me chamou também para conhecer a Galeria Presidente (24 de Maio no centro de São Paulo) e foi quando eu comprei meus primeiros discos que na ocasião eram aqueles “piratinhas” com várias faixas e como eu não imaginava que tinham os importados, eu comprava uns 10 à 15 discos por mês.  No início de 1997, junto com um GRANDE amigo (DJ Roy) começamos a pesquisar a comprar mais discos e interessamos a comprar os discos importados (e mais caros) de Techno. Nesse meio tempo no bairro onde moramos, conhecemos o Régis e o Bruno Silva. Com eles, eu tive o meu primeiro contato com os toca-discos. Os toca-discos foram fabricados por ele mesmo, com controle de PITCH mas com transmissão á correia e daí em diante, começamos uma grande amizade e dava-se início a minha carreira como DJ. Em 1998 em diante, com o Jungle/Drum and Bass e os DJ´s Andy (Andy C) e o DJ Marky (Marky Mark) em ascensão, me interessei pelos estilos, ouvia os programas de rádio, ir às festas. Na ocasião, tinham a Sexta TECHNO (Andy), Módulo 7 ( Ramilson Maia e Vinicius Hasin), The Bass (Marnel e CIA), Vapour (Lagosta), F.E.V.E.R (Vinícius Vandré), a Vibe (Marky) e com isso, mais e mais pesquisas de artistas, labels, mais discos do gênero eu estava comprando. Em Mauá, fui um dos primeiros DJ´s a divulgar o Drum and Bass na cidade, pois na ocasião tinham DJ´s de House, Techno e Trance (Michel R, Rodrigo S, Eduardo Araújo, Fabio Marks…a lista era grande). Os DJ´s que me influenciaram foram: DJ Banana (Cokeluxe…mas infelizmente não está entre nós). Ele foi o cara que me fez perceber DJ não era simplesmente tocar, mas sim, poder passar para o público, além de informação, sentimento e gostar de tocar. O DJ Patife pela simpatia e pelos sets SENSACIONAIS que faz e fez durante sua carreira (e por eu ser fã). A linha Jazzy/Liquid que ele toca, os CD´s que ele gravou, fizeram com que eu pesquisasse com mais atenção essas vertentes do Drum and Bass. Com isso eu meio que me “rotulei”  a ser um DJ dessa linha e à partir daí surgiu o nome B-liquid (rs). As festas que me marcaram, foram várias. Mas em especial foram as seguintes: Na festa WORLD MUSIC (1998 no salão do Independente F.C) foi a minha primeira experiência em club/matinê e minha primeira experiência com DUAS MK´s e um mixer  PIONEER DJM-500. Aquilo pra mim foi um marco em minha vida e com isso estava pegando experiência com os DJ´s Emerson e DJ Adriano (atualmente Adriano Trulli). Eles sempre me davam dicas de como utilizar a aparelhagem de última geração para a época. E em 2002 foi quando toquei em uma rave e onde tive a oportunidade de tocar ao lado de amigos e dos DJ´s Yes América e Andy.

    CIGANO.ORG)  Atualmente quais produtores (e generos) vem chamando sua atenção? E quais são seus projetos em andamento?
    Estou gostando muito do Random Movement, BCee, Donnie Dubson, Stunna e Dave Owen, mas no momento o S.P.Y está me chamando mais a atenção. No momento eu não tenho muita coisa em mente, só a que estou tocando Deep House pelo pseudo-nome F.E.B.O (não o confundam com o nome de sabonete rs!). E no quesito produção, pois ainda não estou com tempo hábil para realizar o mesmo e ainda não com a “cabeça” boa para iniciar algo. Tenho softwares de produção em meu desktop, mas antes disso, preciso resolver assuntos particulares e posteriormente, iniciarei as produções. É só uma questão de tempo.

    CIGANO.ORG) Você acha que a música eletrônica evoluiu ou regrediu no Brasil? Nós CIGANO acreditamos que quando existe uma música bem produzida não importa seu rótulo, gênero e ano, sempre será tocada e lembrada. O que você acha sobre isso também?
    Sobre a primeira parte da questão, vou dividir em mais duas partes: cena e produção musical 1ª: Acho que a música eletrônica brasileira teve um momento de regressão, mas essa regressão teve no quesito GRANDES festivais. Um exemplo: O SKOL BEATS pra mim foi o maior e melhor evento de música eletrônica, mas, infelizmente de uns anos pra cá (2007 se eu não estiver enganado), houve uma “peneirada” nos estilos musicais e infelizmente, um deles (o Drum and Bass) perdeu espaço e com isso abriu espaço a outros que, ao meu ver, deveria vir pra somar e não tomar o espaço de outro certo? Digo isso não denegrindo os outros estilos e ou outros festivais  (longe disso) mas eu acho que se o evento tem que ser tratado como “FESTIVAL”, tem que ter TODOS os estilos envolvidos. Nisso eu digo que houve uma regressão. Se tratarmos de CLUBS/FESTAS, já acho que houve uma grande evolução, pois percebi que estão se abrindo as portas para mais estilos e, novos clubs estão sendo inaugurados. Núcleos (projetos de festas) estão tendo espaço para mostrar que eles também têm capacidade de fazer a festa bem agradável para o público. Exemplo disso é o QUARK CLUB (no Tatuapé): um club simples, porém bem arrumado e que está abrindo as suas portas para projetos de música eletrônica quanto de outros estilos. Eu estive em três festas lá e confesso que fiquei admirado com o local. Acho que não há necessidade de ter muito requinte para irem uma festa, o importante é o local ser, aconchegante e que recebam os clientes muito bem! 2ª: Na parte de produção musical, eu percebi que estamos em uma ascendente, pois a quantidade e artistas que temos de uns três/quatro anos pra cá, está me deixando feliz e, quem ganha com isso é o prórpio Brasil que acaba sendo visto com outros olhos em outros países. Como eu acompanho mais o Drum and Bass, os produtores Level 2, Critycal Dub, Acunã, Dans, Simplification, DÜOSCIENCE, L-side, M.A.Y.F.O.R.M.S. Tem tanta gente que se, se colocar aqui, não teria espaço pra colocar no texto mas, podemos dizer que, temos produto tipo “exportação”. E a qualidade que se vê nas produções é tanta que, se dermos uma vacilada, poderíamos deduzir que seria música de produtores de fora.  E sobre a data e ano da música, eu já penso que se a música é MUITO boa, não importa se tenha dez ou quinze anos, precisa ser lembrada e tocada. Nos meus sets, eu sempre tiro uma “velhinha” ou outra pra relembrar, pois você acaba dizendo que música boa é pra vida toda!

    CIGANO.ORG) Você é adepto dessas novas tecnologias de discotecagem como Traktor, Controladoras ou prefere manter as raízes firmes no vinil e cd? Eu ainda não sou adepto as tecnologias de timecodes (SERATO/TRACKTOR) por dois detalhes: eu AINDA não toquei no exterior e não tenho festas de Deep House agendadas. Já toquei nos aparelhos de amigos mas foi só em encontro de amigos, churrascos, etc. Se for analisar o quesito logística, eu acho MUITO válido o uso deles, pois ficaria complicado viajar, com uma/duas  cases de disco e ao chegar ao destino, ter que pagar taxas de excesso de bagagem ou algo parecido. Sempre gostei e gosto de tocar com vinil, mas infelizmente os altos valores de impostos, o custo de fabricação, impressos de rótulo, capas, etc, em cima do mesmo são quase 50% dos discos, quando chegam aqui no Brasil, e com isso, fica-se “limitado” a comprar tudo o que se quer.  E nessa onda, se dá a vantagem aos timecodes, contoladoras para serem utilizadas, pois você vai a um site, compra a músicas em um formato de boa qualidade ou se você tem o disco, “ripa” e dá um bom tratamento na mesma, e a utiliza nos aparelhos, mas infelizmente muitas das vezes, isso acaba caindo num mercado sem conceito (PIRATARIA) e o artista não vê o retorno financeiro  entende? Por mim, eu utilizaria sempre vinil, pelo menos não peca (tanto) nesse conceito. Já o CD eu não utilizo com frequência, pois são poucas as faixas que toco, só as de amigos produtores.

    CIGANO.ORG) As tracks escolhidas para o set foram aleatórias e sendo tocadas conforme o set ou você teve trabalho para escolher entre tantas músicas?
    Confesso a você que olha: não foi tarefa fácil. E outra: sempre a música tem aquele “algo a mais” para fazer parte do tracklist. Eu demorei TRÊS dias (NOITES) para separar as músicas para essa ocasião e eu sempre tenho esse costume de separar antes as músicas, ouví-las do início até o rótulo para “estudar” as mesmas (DJ não é só discotecar, é também estudar as músicas!) antes de me apresentar em alguma festa. Eu sempre me “policiei” nesse ponto.

    CIGANO.ORG) Gostaríamos de deixar esse espaço final para seus comentários finais, e de quebra você nos dizer seu top 10 que não saí nunca do seu case: Gostaria de agradecer a toda equipe do site pela oportunidade de ser o convidado da vez, a todos que tiveram a paciência de ler essa longa entrevista, de terem baixado, escutado, divulgado o meu set aqui postado e espero que tenham gostado de ambos. E vamos ao meu TOP 10 (sem ordem de preferência)

    1 – Big Bud – A Way Of Life
    2 – Nu:tone – Jazm
    3 – Apollo 69 – Mindgaterz (Peshay remix)
    4 – Eskobar feat. Lemon D – Return to 125 ST.
    5 – Calibre – Feeling
    6 – Craggz & Parallel Forces – 100%
    7 – Influx Datum – Vintage
    8 – London Elektricity – Round The Corner (Origin Unknown remix)
    9 – Makoto – Future´s Call (Feat MC Conrad)
    10 – Accidental Heroes – Swerve

    Bliquid
    www.fotolog.com.br/bliquid
    TWITTER: @bliquid
    MSN: brunoakabliquid@hotmail.com
    AIM: brunobliquid
    TELEFONE: (55) 11 8511-1505

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